Banco Africano de Desenvolvimento disponibiliza 28 milhões à Guiné-Bissau

O Banco Africano de Desenvolvimento (BAD),disponibilizou hoje 28,9 milhões de euros para o Governo da Guiné-Bissau financiar projectos nas áreas da energia e melhoria das finanças públicas

Os acordos para o desbloqueamento dos fundos foram rubricados por Mamado Ndongo, representante regional do BAD, com residência no Senegal, e pelo ministro guineense da Economia e Finanças, Geraldo Martins. Na ocasião, o governante guineense enalteceu a “confiança” do BAD nas autoridades guineenses, que diz traduzir-se na atribuição de apoios anunciados por aquela instituição na mesa redonda de doadores da Guiné-Bissau no mês de Março. “Estes projectos vêm testemunhar a confiança que o Banco Africano para o Desenvolvimento continua a depositar na Guiné-Bissau e nas suas autoridades”, disse Geraldo Martins.

O ministro da Economia e Finanças disse ainda que os três projectos financiados pelo BAD “estão em coerência” com o Plano Estratégico apresentado pelo Governo de Bissau aos parceiros na mesa redonda. As verbas destinam-se a melhoria do fornecimento de electricidade a Bissau e o transporte de energia das barragens de Sambangalo (no Senegal) e Kaleta (na Guiné-Conacri) para a Guiné- Bissau. A partir destas duas barragens, construídas no âmbito do projecto de aproveitamento da bacia do rio Gambia (OMVG, em sigla inglesa) a Guiné-Bissau passará a receber 28 megawatts de energia eléctrica.

O Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) nasceu a 4 de Agosto de 1963 mas iniciou as suas funções em 1966. É um banco de desenvolvimento multilateral que tem como objectivos fomentar o desenvolvimento económico sustentável em África e o progresso social nos países africanos de forma a contribuir para a redução da pobreza. Tem um Conselho Accionista composto pelos 53 países africanos e por 24 países não africanos. O banco concede subsídios aos Países em Vias de Desenvolvimento, Empréstimos bonificados para o sector público, empréstimos a taxas de mercado ao sector privado e assistência técnica. No início, o capital do Banco foi aberto exclusivamente a subscrições de países africanos, mas em 1978 foi decidido abri-lo a subscrições de estados não-africanos, mantendo todavia o carácter africano da instituição.

O banco financia projectos e programas de desenvolvimento através de créditos ao sector público (incluindo créditos para a implementação de políticas), créditos ao sector privado e investimentos de capital, prestação de assistência técnica a projectos e programas de apoio institucionais, investimento de capitais privados e públicos, assistência na coordenação das políticas e planos de desenvolvimento e subsídios, com um “tecto” máximo de 1 milhão de dólares, até duas operações por país, por ano, no máximo. O estabelecimento de parcerias com empresas do sector privado tem mostrado ser um rumo certo do BAD. A Microsoft é um dos exemplos.

O Banco Africano de Desenvolvimento e a Microsoft assinaram em 2008 um acordo sobre o aumento do acesso às Tecnologias da Informação e da Comunicação em benefício dos africanos, com vista a reduzir a disparidade digital que existe, e em 2010 voltaram a anunciar uma (nova) parceria. Esta visa acima de tudo reforçar o desenvolvimento económico e social em África, através da potenciação das tecnologias de informação e comunicação. O BAD tem mostrado estar fortemente empenhado no estabelecimento de parcerias com empresas para o desenvolvimento do Sector Privado e a comunidade internacional parece já ter percebido isso para acelerar o desenvolvimento no continente africano. A empresa começou, pela primeira vez, as suas operações em África em 1992 e expandiu-se a 13 escritórios em 9 países, com mais de 600 empregados e acima de 17 000 parceiros comerciais espalhados por todo o continente.

Quem é o grupo do Banco Africano para o Desenvolvimento?

É constituído por várias instituições com objectivos específicos. Conheça as três. – Banco Africano de Desenvolvimento: financia projectos e programas de desenvolvimento através de créditos ao sector público, créditos ao sector privado e investimentos de capital, prestação de assistência técnica a projectos e programas de apoio institucionais, investimento de capitais privados e públicos, assistência na coordenação das políticas e planos de desenvolvimento dos PMR, e subsídios, com um “tecto” máximo de 1 milhão de dólares, até duas operações por país, por ano, no máximo. – Fundo Africano de Desenvolvimento: tem por objectivo reduzir a pobreza mediante a concessão de créditos concessionais e de subsídios para projectos e programas aos membros regionais de baixo rendimento e prestar apoio mediante a concessão de assistência técnica para estudos e actividades de capacitação. – Fundo Fiduciário da Nigéria: fundo especial, criado em 1976, que tem por objectivo ajudar os esforços de desenvolvimento de PMR de baixo rendimento, cujas condições económicas e sociais requerem financiamento.

Banco Africano de Desenvolvimento disponibiliza 28 milhões à Guiné-Bissau

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