Comemorações: Pedalar por um ambiente saudável

A marginal de Luanda vai receber mais de 100 ciclistas, amadores, amigos da bicicleta e profissionais, que vão pedalar para o encerramento do dia do Ambiente, a assinalar-se no próximo domingo, 31 de Janeiro.

O dia Nacional do Ambiente que se assinala no domingo, 31, está a ser celebrado sob o lema “Ano de solidariedade e cidadania ambiental responsável”, através de diferentes actividades como formação, palestras, mesas redondas e Workshops. No domingo, dia em que terminam as actividades está agendada uma campanha de recolha de Resíduos Electrónicos, bem como uma “Pedalada pelo Ambiente”, na Baía de Luanda, organizada pela Juventude Ecológica de Angola, que pretendem reunir cerca de 100 ciclistas federados, amadores e amigos da bicicleta.

As actividades que arrancaram na segunda-feira reservam espaço para a discussão de diferentes temas, entre eles ‘Auditorias Ambientais’, ‘Workshop de Auscultação com as Instituições de Defesa do Ambiente e Parceiros sobre o Programa Nacional de Formação e Educação Ambiental’, ‘Seminário sobre Tecnologias Ambientais’ e a ‘Conservação da Fundação Kissama’.

De acordo com a ministra do Ambiente, Fátima Jardim, que falava durante o Workshop sobre o Programa Nacional de Formação e Educação Ambiental para 2016, disse ser importante o referido programa para o aumento progressivo de conhecimentos sobre os fenómenos ecológicos, sociais e económicos que regem a sociedade humana.

A dirigente avançou que o Ministério do Ambiente tem implementado vários projectos no quadro do Comité Planta Terra, a Estratégia Nacional da Biodiversidade, a Preservação da Camada do Ozono, o Saneamento Total Liderado pela Comunidade, Angola Contente e o Novo Rumo, dentre outros. O ambientalista e ecologista, João Serôdio, defende que a data deve ser aproveitada para chamar à atenção da população as medidas necessárias para contornar os problemas que possam advir da acção desses fenómenos naturais, que periodicamente acontecem em todo o mundo.

“Sabemos que a aplicação exitosa dessas medidas só será possível quando o grau de conhecimentos científicos da população e também o seu nível de educação cívica e ambiental, atingir um nível mínimo, que lhes permita compreender como actuar”, disse o ambientalista. João Serôdio explica que a desflorestação de vastas áreas do país, bem como a poluição do solo, de águas e da atmosfera, a ocupação anárquica de terrenos, conduzem aos efeitos nefastos que se verifica, quando a natureza se manifesta em períodos cíclicos e que a ciência conhece.

O também ecologista lembra ainda que o dia 31 de Janeiro foi consagrado dia Nacional do Ambiente pela então Assembleia do Povo (Nacional), sob proposta da Associação do Ambiente de Angola, por ter sido nesse dia que o Presidente Agostinho Neto proferiu o discurso de encerramento da 1ª Semana Nacional da Conservação da Natureza, que decorreu entre os dias 26 e 31 de Janeiro de 1976. “O importante é haver no nosso calendário nacional uma data que lembre aos angolanos a necessidade de se preocuparem com os problemas do equilíbrio do todo nacional, na senda do verdadeiro Desenvolvimento Sustentável”, defendeu.

Por sua vez, o presidente da Rede Ambiental Maiombe, Januário Augusto, refere que o dia Nacional do Ambiente serve para reflexão de diversos fenómenos que têm ocorrido nos últimos tempos. O ambientalista diz ainda que a data se insere num período de observação, que vai mobilizar cada vez mais a participação activa e solidaria de cada angolano, nas causas ambientais. “Urge a necessidade de cada um consciencializar cada vez mais a preservação, porque o ambiente é um meio onde todos nós vivemos. Tem sido este o nosso trabalho, como associação de defesa do ambiente, no sentido de educar e consciencializar a população das boas práticas ambientais”, disse Januário Augusto.

 

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