FMI revê em baixa acentuada a previsão para o crescimento da África Subsariana

A África Subsariana vai crescer este ano bastante menos do que o Fundo Monetário Internacional antecipava em Abril. A taxa de crescimento mundial regressa, no próximo ano, ao ritmo de 2014.

O FMI desceu ontem as suas estimativas para o crescimento da África Subsariana, antecipando que crescerá apenas 1,6% este ano (menos 1,4 pontos percentuais do que a previsão de Abril), ganhando algum fôlego em 2017 com um crescimento estimado de 3,3%, mesmo assim 0,7 pontos percentuais abaixo da anterior previsão. A economia mundial vai crescer 3,1% este ano e 3,4% no próximo, de acordo com a habitual actualização que o Fundo Monetário Internacional (FMI) faz das suas previsões, condensadas no World Economic Outlook (WEO), no mês Julho. Após o abrandamento económico global em 2015 e 2016, a taxa de crescimento mundial em 2017 regressa ao ritmo de 2014.

Trata-se de uma revisão em baixa em relação às projecções efectuadas em Abril (menos 0,1 pontos percentuais para cada um dos anos), influenciada pela deterioração do contexto internacional e a decisão de o Reino Unido deixar a União Europeia (Brexit), com efeitos diferidos e mais acentuados em 2017. O FMI mantém inalteradas as suas projecções para os mercados emergentes e os países em desenvolvimento, que registarão, respectivamente, um crescimento de 4,1% e 4,6% em 2016 e 2017. Já no que toca às economias mais desenvolvidas há a registar a revisão em baixa (menos 0,2 pontos percentuais) da economia dos Estados Unidos este ano, a qual, segundo as contas do Fundo, deverá crescer 2,2% este ano e 2,5% no próximo.

No que respeita à Zona Euro as perspectivas são mais optimistas para este ano, admitindo-se um crescimento de 1,6% da região (mais 0,1 pontos percentuais do que a anterior previsão), mas são revistas em baixa no próximo (menos 0,2%, sobretudo influenciada pelo menor crescimento da economia alemã em 2017 do que projectado inicialmente). As previsões efectuadas em Abril para o andamento da economia chinesa melhoram ligeiramente no que respeita ao corrente ano (mais 0,1 pontos percentuais), apontando-se para um crescimento de 6,6% em 2016 e 6,2% em 2017.

Já no que toca à Índia as perspectivas agora são ligeiramente mais baixas (descem 0,1 pontos percentuais quer em 2016 como em 2017), devendo o país asiático crescer, de acordo com o Fundo, 7,4% tanto este ano como no próximo. De acordo com o Fundo, no que respeita à evolução do valor das matérias-primas, o preço do petróleo irá situar-se, tendo como referência o mercado de futuros, em USD 42,9 por barril em 2016 e em USD 50 em 2017. Quanto ao comércio mundial o FMI baixou a previsão do seu ritmo de crescimento para 2016, com a projecção a descer de 3,1% em Abril para 2,7%. O que significa que o comércio internacional só terá uma recuperação significativa no próximo ano. Em 2015 cresceu 2,6%, este ano deverá situar-se em 2,7%, e, no próximo, deverá subir para 3,9%, um ritmo superior ao de 2014. O corte mais significativo na taxa de crescimento do comércio internacional em 2016 verificasse nos mercados emergentes e nas economias em desenvolvimento.

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