Há fortes motivos para dar os parabéns ao aniversário dos 40 anos da independência

Dia 11 de Novembro é dia de reflexão e avaliação sobre o quanto estamos compro­metidos com o nosso país. Como e em que condições estávamos antes dos con­flitos e, agora, onde estamos e para on­de vamos. Eis o grande significado deste aniversário que só nos traz experiências e superações. Não deixa de ser outro o resultado que não o do amadurecimento.

Os ponteiros assinalam que os angolanos têm mais para comemorar do que para olvidar. Ou seja, há mais motivos para recordar e reviver, ao invés de apagar das memórias de um país que exauriu o fas­cismo salazarista, aniquilou a burguesia colonial, superou o mal-estar regional e viu a sua economia a disparar anual­mente com um PIB positivo nas faixas de 8 a 9%.

Atraiu a mão-de-obra estrangeira e os investidores de todos os cantos do mun­do. Ampliou as casas populares, imple­mentou políticas de microcréditos, pa­vimentou e alcatroou as ruas e ampliou as linhas férreas tanto para mobilidade urbana quanto para redistribuição de alimentos e commodities para os grandes supermercados no intuito de circulação de bens diversos e dinamização da economia.

A meu ver, estas são vitórias e conquistas importantes para a solidez de uma eco­nomia em grande escala. Por outro la­do, galgaram-se de maneira significativa as conquistas políticas e civis, tendo em conta uma das maiores participações de mulheres no seu parlamento com 40 % de mulheres nas cadeiras parlamentares.

A sua conjuntura económica merece ser ovacionada, embora sofra com a inflação, a “petro-dependência” e “dólar-depen­dência” que atingiu “de saia justa” não só Angola como também muitos países emergentes como o Brasil, a China e a África do Sul. Pois que o factor surpreen­dentemente inimaginável é a valorização do dólar, que tem sido acima da inflação.

Mas, por outro lado, o país tem demons­trado o seu objectivo na construção de desenvolvimento sustentável e progresso social com a reabilitação, modernização e desenvolvimento das infra-estruturas económicas e sociais que estão a tornar mais digna a vida de todos e, sobretu­do dos que necessitam de maior apoio e solidariedade – o que torna o país mais próspero do que desfortunado.

Parabéns a Angola! Eu acredito numa re­tomada económica já no segundo semes­tre de 2016 que venha sacudir as poeiras da crise global e do petróleo.

Há fortes motivos para dar os parabéns ao aniversário dos 40 anos da independência

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