Huambo vai ganhar 10 novas indústrias até Dezembro

O director provincial da Indústria no Huambo, Bonifácio Vissetaca, avançou que até ao final do ano vão ser abertas pequenas/médias novas unidades de produção, sendo duas de nível-II. A Visateca sublinha que, apesar da crise, o sector está bem, mas que se precisa de mais energia para a indústria.

Apesar da falta de divisas no mercado nacional, o sector da indústria no Huambo caminha bem, assegura o director local, Bonifácio Vissetaca. “Até ao final do ano teremos mais duas unidades industriais de nível-II a funcionar”, revelou, mas prefere manter em segredo os sub-sectores beneficiados. Acrescenta que, em relação à pequena indústria, até Dezembro o número pode chegar a uma dezena.

“O cenário económico nacional não é dos melhores mas, de forma geral, podemos considera que a indústria no Huambo está bem, pois há produção diversificada”, justificou. Adiantou ainda que o sector conta neste momento com 246 unidades industriais, incluindo as pequenas moangeiras existentes nos municípios, unidades industriais que representam 15% do total da indústria da província.

“As padarias, serralharias, carpintarias e marcenarias, as indústrias de bebidas de tipo espirituosas e refrigerantes e águas minerais representam grande parte do parque industrial da província”, explicou. Falando propriamente sobre as grandes indústrias instaladas na província, nomeadamente, Nocebo, CEFA e outras, Bonifácio Visateca disse haver uma grande expectativa com estas unidades, pois algumas estão a traçar planos para a recuperação das antigas instalações, ao mesmo tempo que se fala em parcerias.

Em relação ao fornecimento de energia eléctrica, o responsável da indústria no Huambo admite haver algumas limitações, mas assegura que há um grande trabalho no que toca a um melhor fornecimento de energia, sobretudo para a indústria. “A barragem hidroeclétrica do Gove está a ser uma mais-valia, embora reconheçamos que ainda vai faltando energia para a indústria”, frisou. Bonifácio Vissetaca disse, por outro lado, que a taxa de ocupação do Pólo de Desenvolvimento Industrial da Caála ainda é baixa. “Está na ordem de 7% da sua capacidade total. As unidades instaladas no Pólo da Caála já estão em funcionamento. A baixa ocupação resulta de razões ligadas ao momento da nossa economia”, disse.

Huambo vai ganhar 10 novas indústrias até Dezembro

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