O sistema solar pode ter mesmo um nono planeta

Ainda ninguém o viu, é certo, mas há modelos matemáticos e simulações em computador feitas nos últimos meses que provam a sua existência. O planeta que fica com o estatuto que antes era de Plutão chama-se Nove, pelo menos por enquanto, e de anão não tem nada.

O Planeta Nove será 10 vezes maior do que a Terra, uma dimensão que o põe a salvo de ser classificado como um planeta-anão, a etiqueta que se colocou a Plutão e a todos os objectos que orbitam para lá dele. Segundo os cálculos feitos pela equipa de astrónomos do Instituto de Tecnologia da Califórnia, nos Estados Unidos, o planeta agora descoberto está a 4,5 mil milhões de quilómetros do sol, demorando 10.000 a 20.000 anos a completar uma órbita ao astro rei. Por agora, a descoberta é teórica, obtida graças a modelos matemáticos e físicos, com muitas simulações de computador à mistura, mas os investigadores estão confiantes de que a sua existência possa ser comprovada em observações directas com telescópios. Por eles próprios ou por terceiros. “Adoraria encontrá- lo”, diz Mike Brown um dos responsáveis pela investigação, entretanto publicada no Astronomical Journal, sublinhando, no entanto, que será bom na mesma se for encontrado por outros. “Foi por isso mesmo que publicámos o estudo.

O que esperamos é que outras pessoas se sintam inspiradas e comecem a procurar também”. Desde quarta-feira passada e até 20 de Fevereiro, Mercúrio, Vénus, Marte, Júpiter e Saturno estão alinhados num “capricho do Universo” que até vai acontecendo de vez em quando, mas com certeza sempre bonito de ver. A última vez que o fenómeno aconteceu foi em Janeiro de 2005, mas prevê-se que em Agosto deste ano esteja de regresso. Depois disso só em 2018. Entretanto vai poder observá-lo nos próximos dias, sempre que quiser e que as condições meteorológicas o permitam, já que é visível a olho nu. Dizem os entendidos que a melhor altura para espreitar este alinhamento relativamente raro é momentos antes momentos do nascer do sol, num local pouco iluminado, para que o brilho dos planetas possa prevalecer e seja mais fácil identificá-los.

Júpiter é o primeiro a aparecer em linha, seguido de Marte e depois de Saturno, Vénus e Mercúrio. Por estar mais perto do sol, este último será o mais difícil de ver, explica-se a partir do Earth Sky. Segundo um estudo da Universidade de Washington a lua de Saturno Titã e o exoplaneta Gliese 581g estão entre os planetas e luas mais propícios à existência de vida extraterrestre. Este estudo criou um ranking que ordena os planetas e satélites segundo a sua semelhança com a Terra e de acordo com condições para abrigar outras formas de vida. Um dos autores do estudo, Dirk Schulze-Makuch, explicou que os rankings foram elaborados com base em dois indicadores.

O Índice de Similaridade com a Terra ordenou os planetas e luas de acordo com a sua semelhança com o nosso planeta, levando em conta factores como o tamanho, a densidade e a distância à sua estrela-mãe. Já o Índice de “Habitabilidade” Planetária analisou factores como a existência de uma superfície rochosa ou congelada, ou de uma atmosfera ou campo magnético. No futuro, os cientistas crêem que os telescópios sejam capazes de identificar os chamados “bioindicadores”, indicadores de vida, na luz emitida por planetas distantes.

Estradas de painéis solares chegam aos EUA

paineisGoverno americano já entregou 100 mil dólares a uma empresa para desenvolver as estradas do futuro: pavimentadas a painéis solares de alta resistência. Países com menos recursos poderão, no futuro, gerar energia para cidades a partir do tráfego automóvel. E se em vez do comum asfalto as estradas fossem pavimentadas com painéis solares? Há uns anos esta pareceria uma cena de um filme de ficção científica mas os Estado Unidos da América querem que esta ideia seja realidade muito em breve – tanto que o Departamento de Transportes dos EUA atribuiu cerca de 100 mil dólares à empresa Solar Roadways, para desenhar, construir e testar painéis solares de alta resistência (para suportar todo o peso dos veículos), que serão então usados como pavimentos.

 

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